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“Todo dia eu acordo com esse maldito pássaro bicando minha janela, quando diabos eu pensei que um corvo como familiar seria uma boa idéia. Eu me sento na cama e observo o minúsculo quarto de estalagem onde eu me meti agora, bom pelo menos é barato. Vou ate a janela deixar o infeliz entrar antes que me enlouqueça, ao levantar a vidraça entra não só o pássaro como o ar frio de mais um dia nublado.”
-Zallas, Zallas...
“O maldito aprendeu a grasnar meu nome agora, quem sabe ele não deixe de ser inútil em breve, já é tarde. Visto minhas roupas, meu velho casaco marrom, saindo do quarto andando pelo corredor passam por mim um par de ratos mais que comuns numa espelunca como essa, descendo pela escada chego a taberna onde Eleanor me recebe com um sorriso, belos são os dias em que o marido de Eleanor vai buscar suprimentos em outras cidades e ela me visita nas madrugadas frias. Sento me no bar onde espero ser atendido quando um cheiro doce e inebriante invade o ambiente quando me viro para olhar a porta me deparo com um anjo louro de vestido branco e lábios carmim vindo em minha direção.”
-Você é Zallas?
-Isso não só depende de quem pergunta, mas do porque pergunta.
-Meu nome é Liliana, soube que você ajuda pessoas.
-Ajudar implicaria em não cobrar, o que não é o caso.
-Dinheiro não é problema, me encontre nesse endereço no fim da tarde e você vera.
“Quando olho o papel que ela me entregou me deparo com um cartão do clube da harpia o prostíbulo mais caro e exclusivo das terras do sol.”